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Estrela morta é renascida em laboratório

O astrônomo Don Winget, especialista em estrelas, realizou um feito incrível ao ressuscitar estrela morta em laboratório.

O astrônomo Don Winget estuda estrelas, e ainda, seus alvos de estudo nunca estão mais do que alguns metros de distância. Nos últimos dois anos, Winget e seus colegas da Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos, e o Laboratório Nacional Sandia em Albuquerque, Novo México, estavam criando plasmas ardentes que são, em efeito, “anões brancos”, estrelas anciãs que queimaram todo seu combustível nuclear. “A astronomia agora se tornou uma ciência experimental,” Winget disse.

Anões brancos são as agonizantes mortes de cinzas das estrelas como o nosso sol. Sem nenhuma fusão nuclear para mantê-las, elas colapsam em bolas de carbono e núcleos de oxigênio, com uma camada de hidrogênio plasmático (átomos corrompidos). Astrônomos têm muito que aprender sobre os anões brancos, começando com o plasma exterior das estrelas, já que é a única parte visível com um telescópio.

Astrônomo ressuscita estrela
Então em 2010, Winget decidiu tentar fabricar o plasma por conta própria. Ele pegou uma amostra de gás hidrogênio do tamanho de um cigarro e a expôs a rajadas de eletricidades da máquina da Sandia Z, que gera mais pulsos elétricos do que qualquer outra ferramenta criada pelo homem. Com cerca de 20 bilionésimas partes de 1 segundo, 26 milhões de ampères transmutaram a temperatura do hidrogênio ambiente para um plasma de 20 mil graus Fahrenheit, similar aos observados na plataforma dos anões brancos.

Agora que Winget realizou mais de 30 simulações, astrônomos podem começar a usar suas pesquisas de como os plasmas de hidrogênio absorvem e emitem luzes no laboratório para criar mais senso sobre os anões brancos. As novas anotações devem ajudar os cientistas com as idades dessas estrelas em enfraquecimento e ganhar uma percepção de como a matéria se comporta sobre extrema pressão e temperatura.

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